Nome de origem indígena, “Totoró” quer dizer tororó - “lugar que tem
água” e que também denomina o Pico, com 615 metros de altitude. Em virtude do
registro da primeira data de sesmaria em (1755) concedida ao primeiro Coronel
de Cavalaria da Ribeira do Seridó, o Senhor Cipriano Lopes Galvão, consagrou
por escrito o nome Totoró. O Coronel Cipriano Lopes Galvão migrou de Igarassu, Pernambuco,
com sua esposa, Adriana de Vasconselos, filho e gado, fixou moradia e fundou
fazenda de gado no Totoró após a Guerra dos Bárbaros.1
O lugar apresenta
peculiaridades com destaque especial para a Lagoa do Santo, símbolo da seca dos
dois sete (1877). Neste lugar foi escavada uma cacimba profunda, na qual antes
de encontrar água, foi descoberta uma imagem de santo enterrado (denominada São
Sebastião). A lagoa ainda conserva soterrada considerável quantidade de fósseis
de mamíferos pleistocenos, como Preguiça Gigante, Tatu Gigante e Tigre Dente de
Sabre.
Ao lado do logradouro
encontra-se um enorme bloco rochoso contendo inscrições rupestres, em cujas
proximidades foram encontrados machados de pedra, quebra coquinho e lascas de
sílex.
Esse patrimônio
histórico-cultural também permite a realização de trilhas que levam o visitante
a conhecer a Pedra do Caju, a Pedra Furada e a Pedra do Sino que impressionam
pelas suas formações e pelas inscrições rupestres ali existentes. O açude do
Totoró, ao lado do pico, construído pela Inspetoria Federal de Obras Contra as
Secas, iniciado em maio de 1932 e inaugurado em 1933, completa a beleza do
lugar.
Sua capacidade, quando
em ponto de sangria é de 3.941.876m3 d’água. A barragem mede
270m de comprimento, 43m de largura na base, 4m no coroamento e 13m de altura.
A área é rica em beleza natural, podendo ser utilizada como atração turística,
fonte de pesquisa e encontro de lazer.
O grande significado
histórico do Totoró reside no fato de ser a primeira data de sesmaria no
município de Currais Novos e berço de seu povoamento.
FONTE – SEMTUR


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